Tornar-se

Simone de Beauvoir um dia escreveu: "ninguém nasce mulher, torna-se mulher." E quem pertence a este sexo que a sociedade diz ...



Simone de Beauvoir um dia escreveu: "ninguém nasce mulher, torna-se mulher." E quem pertence a este sexo que a sociedade diz ser um enigma sem respostas, sabe da veracidade desta frase. Para tornar-se, é preciso descobrir-se. Como a Lagarta Azul interrogou Alice, quando ela, aflita, procurava pela resposta de quando voltaria ao seu tamanho normal. Como uma lagarta, também, precisa perceber o que é para posteriormente transformar-se em uma linda e colorida borboleta.

Passamos por uma crise - se é que podemos chamá-la assim -, crise de identidade talvez. Vai muito além de questão de gênero. É sobre comportamento. Sobre aprovação. Sobre milhares de perguntas que rondam as tais mentes femininas. Algumas até poderão dizer: quando irei me tornar mulher? E outras: quando me tornei mulher? Foi no momento da minha infância, quando percebi que urinava sentada e os meninos em pé? Foi quando me apaixonei por um garoto pela primeira vez, lá pelos meados de minha pré-adolescência? Ou quando minha menarca veio, fazendo-me sentir estranha e recebendo várias "tarefas de mocinha" nos lombos? Ou quando me senti diferente ao perceber desejos novos que começaram a aflorar em mim, fazendo meu hormônios quase transbordarem pela minha pele?

Pois digo, agora por ter a certeza, que nenhum destes citados pode vir a ser um momento considerado o ponto de partida da vida de uma mulher. Eles não são essenciais, você pode encará-las de modo diferente, pode viver situações completamente contrárias à elas. Nenhum define o que você é. E o quanto de mulher você tem. Torna-se mulher quando percebe-se que ser uma, nesse mundo, nunca foi fácil. E que o que já conseguimos melhorar não é o bastante. É ter se sentido inferior em algum momento da vida, porque te rotularam, te julgaram, te feriram, por não responder aos padrões que te imporam. Que, se vivermos debaixo do patriarcado, nunca seremos boas o bastante, simplesmente pelo fato de termos o que temos entre as pernas. Não deixe-se ser controlada e aprisionada, você sabe que é mais do que isso, que pode mais do que isso. Somos mais que a definição do dicionário, mais do que o modelo de "mulher ideal para um homem". Tornamo-nos mulheres quando olhamos para o lado e vemos que há uma de nós precisando também de sororidade e empoderamento. Tornamo-nos mulheres quando vemos que onde há luta, pode haver também beleza. E que estamos no caminho certo para um mundo mais equânime.

É, Simone. Ninguém nasce mulher, torna-se mulher. E isso acontece, completo, à partir do instante em que ninguém faz as suas regras, além de você mesma.

Tag: 15 (ou quase) coisas legais que aconteceram em 2015

1 - Conheci pessoas novas Meu círculo de amizades sempre foi pequeno (e sempre vai ser), por conta de eu demorar muito a confiar em algu...


1 - Conheci pessoas novas
Meu círculo de amizades sempre foi pequeno (e sempre vai ser), por conta de eu demorar muito a confiar em alguém ao ponto de chamá-la de amiga. Mas no início de 2015 conheci muitas pessoas na escola, na igreja e entre amigos em comum. Alguns fizeram apenas uma passagem rápida, outros continuam pertinho de mim e verdadeiramente posso chamá-los de amigos! ♥


2 - Voltei a compor
Quando eu era criança costumava criar umas canções, até que um dia alguém me falou que elas não tinham sentido nenhum e aí eu parei. Mas com o incentivo de algumas amigas eu voltei a compor e isso me fez super bem!


3 - Descobri o que realmente é amar a Deus
A cada encontro que tenho com Ele mais percebo que nunca irei entender os seus caminhos. Cabe a mim só aceitar, porque Ele sabe o que é melhor pra mim! :)


4 - Mudei de cabelo várias vezes
No comecinho do ano meu cabelo era longo e liso, como estava à bastante tempo. Quis mudar e deixei bem curtinho, tipo channel. Depois ele cresceu de novo. Resolvi passar pela transição capilar, que é o processo que você passa para seu cabelo voltar ao natural. Ele continuou longo, mas foi encrespando, até que eu cortei e pensei: MEU DEUS, PORQUE EU ESCONDI MEUS CACHOS POR TANTO TEMPO?  Foi um processo que fez eu me aceitar mais, amar mais ainda minhas raízes negras.


5 - Participei de vários projetos na igreja
Células, comunhão com jovens de outras igrejas, momentos de descontração, palestras, peças teatrais... Eu amo muito tudo isso, sério!


6 - Voltei a postar no blog com frequência
O Segura-me existe desde 2013, mas como eu via que quase ninguém entrava aqui eu postava quase nunca. Mas resolvi voltar porque escrever é minha maior paixão!

7 - Conheci meu namorado
E tê-lo como companheiro foi uma das melhores decisões de 2015. Além disso ele me ensinou a acreditar mais em mim mesma, a não insistir em algo que só me faz mal... Mas vou parar por aqui se não ele fica todo convencido. hahaha


8 - Viajei com amigos e também com a família
Apesar de terem sido apenas duas viagens, me proporcionaram momentos muito bons. Em 2016 espero viajar mais e ir pra fora do meu estado (sonhar não mata, né?)


9 - Pude ver minhas amigas declarando-se feministas e entendendo o movimento
Pois é... 2015 foi o ano em que o feminismo virou "pop". Apesar de isso trazer consequências ruins pro movimento, isso proporcionou que muitas meninas e mulheres pudessem ficar curiosas, pesquisar, entender e defender o movimento. Foi muito lindo de se ver!

10 - Finalmente descobri qual profissão quero seguir
Sempre fui muito indecisa em relação a isso. Quando criança passei de escritora à bailarina. Já no início do Ensino Médio a pressão aumenta. Daí quis biologia. Fiquei apaixonada por design gráfico. Até que me descobri no jornalismo! Deppis pretendo fazer um post sobre isso, fiquem ligados!

11 - Um grupo que participo e um comentário meu apareceu num artigo da BBC Brasil
Tá, vocês podem até achar que é pouca coisa, até porque me nome nem foi revelado. Mas fiquei feliz em fazer parte disso, além de que isso circulou em vários sites de influência, como G1, F5 e Brasil Post. A matéria está aqui.

Enfim, como vocês viram só deu pra escrever 11 coisas, minha vida não é agitada, gente! hahaha Fazer esse post foi muito especial pra mim, me fez esquecer um pouco dos problemas e lembrar das coisas boas que eu passei com gente especial. Muito obrigada, Bruna Vieira! Sintam-se à vontade pra responder a tag também. ♥



Projetos legais que você precisa conhecer

  Num mundo onde a guerra e o desamor reinam, pessoas que fazem um benzinho  devem ser valorizadas e servir como exemplo para todos nó...

 

Num mundo onde a guerra e o desamor reinam, pessoas que fazem um benzinho devem ser valorizadas e servir como exemplo para todos nós. Atualmente tenho descoberto muitos projetos legais, pessoas que fazem sua parte para tornar o mundo melhor. Vocês querem conhecer? Clique na imagem para ir direto ao site!



Jornalistas Livres - Somos uma rede de coletivos originada na diversidade. Existimos em contraponto à falsa unidade de pensamento e ação do jornalismo praticado pela mídia tradicional centralizada e centralizadora. Pensamos com nossas próprias cabeças, cada um(a) de nós com sua própria cabeça. Os valores que nos unem são o amor apaixonado pela democracia e a defesa radical dos direitos humanos. Nos opomos aos estratagemas da tradicional indústria jornalística (multi)nacional, que, antidemocrática por natureza, despreza o espírito jornalístico em favor de mal-disfarçados interesses empresariais e ideológicos, comerciais e privados, corporativos e corporativistas.
Conheci o portal a partir de um link que me mandaram sobre uma notícia das ocupações das escolas em SP. Me apaixonei pela ideologia deles e por buscarem sempre trazer um jornalismo de verdade, sem esconder nada do povo, ao contrário da mídia que vemos.





Sertão livre - É uma mobilização missionária realizada pela Missão Livres com o apoio de ministérios parceiros que têm atuado no sertão nordestino. Os impactos evangelísticos duram cerca de 10 dias, nos meses de janeiro e julho, reunindo centenas de voluntários vindo de diversas partes do Brasil. Essa mobilização em prol do semiárido nordestino gerou-se a partir da percepção da dura realidade de um povo carente não só de condições básicas para a manutenção da dignidade humana, mas carente, também, do conhecimento da esperança eterna encontrada em Cristo Jesus.
Esse eu conheço a um tempinho por conta do Livres, ministério de Juliano Son. Eles ajudam a tornar a pobreza dos que vivem no sertão menos dolorosa, tanto doando aquilo que se vê, como aquilo que não se vê, que é o amor de Deus!




Revista AzMinaBasta parar na primeira banca de esquina para ver: as revistas femininas não são feitas para mulheres reais. Elas fazem com que as leitoras se sintam feias, antiquadas e presas no corpo errado. Tampouco falam sobre assuntos que contemplem todos os tipos de mulheres e sua imensa variedade de preferências. Por isso criamos AzMina, uma revista para mulheres de A a Z. Nela, há espaço para todos os tipos de beleza, rostos e formas. Ensaios de moda que contemplam corpos reais, evitam o consumismo e trazem sugestões de looks que cabem no bolso. Além disso, AzMina investe em reportagens profundas, independentes, responsáveis, sem rabo preso com anunciantes. Enfim, encaramos você como o ser humano complexo que você é, sem ficar te dizendo o que fazer. Tudo isso DE GRAÇA em formato digital, acessível via smartphone, tablet ou computador. Pra finalizar, somos uma equipe apaixonada por este projeto e dedicada a usar o jornalismo para ajudar a melhorar o mundo, principalmente para nós, mulheres!
Nem preciso falar mais nada, né? AzMina é uma revista que não te prende em padrões malucos, te liberta! E é isso que eu acho mais legal!


E você? Conhece também um projeto legal e quer contar pra gente? Deixa nos comentários! Gostei tanto de fazer esse post que resolvi atualizá-lo sempre. Até mais! ♥



Só mais uma vez

Acordou. Portas do guarda-roupa abertas, roupas pelo chão, livros em cima da cama, a janela entreaberta. Apenas ouvia-se aquele impertin...



Acordou. Portas do guarda-roupa abertas, roupas pelo chão, livros em cima da cama, a janela entreaberta. Apenas ouvia-se aquele impertinente zunido de mosquitos, que ao percebê-los deu graças aos céus por não serem gritos. Não sabia quando tempo tinha dormido, nem lembrava a hora em que deitou ali, as lembranças estavam vindo aos pouquinhos. Quisera saber como aquela bagunça tinha alojado-se no seu quarto, no canto mais ''dela" do mundo, o canto em que ela fazia questão de deixar tudo arrumado (ou pelo menos com uma aparência de arrumado) para poder esquecer-se da bagunça que existia além da porta de seu quarto e além da porta de sua casa.

Veio à mente o furacão que deixou tudo aquilo daquela forma, era uma mistura de flashes rápidos na sua mente: gritos, portas batendo-se violentamente, choros contidos, malas sendo feitas, um pedido; "fica". Enquanto bocejava e percebia ao olhar no espelho o quanto sua face estava inchada, chegou à conclusão de que ultimamente não tem sabido muito bem se têm pesadelos enquanto dorme, ou se dorme para fugir dos pesadelos. "É, talvez seja a segunda opção", pensou. Tinhas mais um dia para enfrentar, mais tristezas para disfarçar, mais lutas para travar, mas só ela sabia o quanto estava sendo difícil suportar. E o mais curioso é que a dor não se continha em estar somente por dentro dela, mas fazia questão de transbordar, de mostrar sinais em seu corpo. Não lembrava a última vez que vestiu um número tão pequeno assim. Dizia à todos que estava ótima daquela maneira, o que até causava inveja entre suas colegas. Mas ela queria mesmo era falar que tinha medo. Medo de alguma forma sumir, medo do seu corpo não conseguir mais segurar a depressão mascarada. Os ossos das costas! Ah! Doía cada pedacinho, ao ponto de passar noites em claro. Mas até que tinha um lado bom... Dizem que para não sofrer com uma dor, você precisa sofrer com outra. Era isso que acontecia.

Porém sempre havia aqueles momentos que contava as horas para chegar. Como se fosse para um lugar onde tudo seria afogado em um mar de esquecimento, onde podia descansar, era seu porto, seu farol. Mas naquele momento a culpa pesou, como sempre pesava. E só conseguia enxergar desespero. Ela queria salvar-se de si mesma, queria parar de ouvir as vozes que a rondavam, que a faziam ter medo de viver. Só precisava encontrá-Lo, só precisava ouví-Lo. Ela tinha plena consciência de que o processo ia durar e durar... Mas Ele plantou nela uma esperança. A esperança de que a dor, mesmo que fosse pesada demais, iria embora aos poucos. As aflições estarão sempre por perto, mas Ele a mostrou que venceu o mundo. E que nunca a abandonaria. Nunca deixaria de segurá-la! Era a única certeza que tinha, a única coisa que o sofrimento não conseguia roubar dela. Colocou os livros no lugar, tirou as roupas que estavam na mochila e também as que estavam espalhados no chão e sentiu que poderia tentar mais uma vez. Permitiu-se enfrentar a dor novamente, só daquela vez...



Tag: 7 coisas

Oi, oi, oi! Nunca respondi uma tag aqui no blog, mas a Melissa Lima , do blog Colisão Química , me indicou para essa tag "7 coisas...


Oi, oi, oi! Nunca respondi uma tag aqui no blog, mas a Melissa Lima, do blog Colisão Química, me indicou para essa tag "7 coisas" e eu achei bem divertida de se fazer (fora que é pequenininha e vocês não vão enjoar de ler haha). Espero que gostem de conhecer mais um pouquinho de mim!

7 coisas para fazer antes de morrer:
- Ir à/morar na Islândia
- Adotar uma criança
- Conhecer minhas amigas virtuais (lerigou <3)
- Escrever um livro
- Montar uma banda
- Morar com o amor da minha vida
- Receber uma serenata

7 coisas que mais falo:
- "Pelo amor de Deus!"
- "Sei não..."
- Ô coisa chata, viu?"
- "Vou pedir pra mãe."
- "Cadê o meu/a minha (...)?"
- "Eu não tô chorando."
- "Eu não tô com raiva."

7 coisas que eu faço bem:
- Escrever
- Compor quando tenho inspiração
- Me colocar no lugar dos outros
- Cantar
- Só parar algo quando estiver totalmente pronto
- Pagar mico em público
- Liderar grupos

7 coisas que me encantam:
- Violão clássico
- Moda dos anos 80
- Rock dos anos 80
- Poesia
- O amor de Deus
- Beijo na testa
- Pessoas sorridentes

7 coisas que eu não gosto:
- Pessoas arrogantes
- Qualquer tipo de preconceito ou sistema de opressão
- Ver crianças e animais abandonados na rua
- Quando deixam a porta do meu quarto aberta
- Críticas (não sei lidar)
- Pessoas que diminuem outras só pra sentirem-se superiores
- Quando distorcem a Bíblia

7 coisas que eu amo:
- As pessoas que me amam
- Escrever
- Meu violão
- Ganhar abraços de surpresa
- Presentear quem eu gosto
- Ver crianças cantando
- Sair com meus amigos

Não vou indicar 7 blogs para essa tag, mas quem quiser fazer e aparecer aqui, só colocar o link nos comentários e eu atualizo o post com 7 blogs! Até mais! ♥

Dor que sara

Passaram por aquela rua em que sempre passavam depois de se encontrarem. Aquele peso que ela sentira mais cedo, após uma enorme discus...



Passaram por aquela rua em que sempre passavam depois de se encontrarem. Aquele peso que ela sentira mais cedo, após uma enorme discussão em seu lar, tinha ido embora. Restava apenas uma leveza no peito que segurar a mão dele lhe proporcionava. Chegaram ao ponto esperado e ele falou algo que ela não esperava que ele falasse, aquilo que ela sempre ouvia de todo mundo, mas que não esperava que aquilo saísse da boca dele, logo dele! A verdade é que ela não estava preparada para escutar aquilo... E nunca iria estar! Mas quem disse que a vida é assim? Quem disse que a vida espera a gente se preparar antes de ser atropelado por palavras que nos machuquem? Veio um ardor no peito, aquele fogo no fundo dos olhos, o aperto que esmagava seu coração, aquilo tudo que ela conhecia muito bem. Silêncio: era tudo que restava. Porque ela era feita de silêncio. Era uma maneira de escapar de tudo. Da dor, da auto acusação, do desamparo... Talvez isso tenha sido o que mais doeu naquele momento. Há pessoas que dificilmente entregam seu coração à alguém e quando entregam esperam que nada possa vir à despedaçá-las novamente.

Se amadurecer era o que ela precisava, então decidiu fazê-lo. Só passava pela sua cabeça uma coisa: "É verdade! Tudo que me falavam, que me machucava, era verdade! O erro está em mim! O ERRO ESTÁ EM MIM!". Mas não com um sentimento de autocomiseração, mas como um ódio por não ter aberto os próprios olhos outrora. Sentiu que não tinha mais nada e ninguém para se apoiar naquele instante, era ela e seus pensamentos. Suas memórias e fantasmas passados. Não podia fugir, não queria sentir-se covarde novamente, não queria entregar os pontos como sempre fazia. Precisava fazer algo por si. Pela primeira vez a solidão doeu, mas não ficou somente a dor. Ficou a dor que sara. Como aquele remédio que nossas mães passavam quando levávamos um tombo quando crianças. A dor que faz a gente lembrar de nunca mais mexer naquilo que nos machuca. A dor que nos amadure! 

E ali estava ela, confrontando-se, pensando em mil perguntas sem respostas. Respostas essas que talvez não encontrasse agora, pois tudo estava muito novo na sua mente, precisava dar o ponto de partido para a mudança. Pensando na possibilidade de tudo isso ser só mais uma peça que a vida prega na gente, hesitou e permitiu-se chorar. Sim! O choque foi tão grande que não tinham saído lágrimas até o momento. Olhando assim, tudo isso que lhes conto, parece ter passado em horas, mas passaram-se apenas segundos. Um turbilhão de coisas aconteceram em alguns segundos. Alguns segundos para desmoronar-se em lágrimas. Alguns segundos para sua vida virar de cabeça para baixo. Talvez tomar aquelas palavras e encontrar um modo de "crescer" não fosse necessário. Talvez tomar tal decisão pudesse sentir mais dor do que qualquer outra coisa que passara na vida. Talvez confiar nele e em suas palavras só a deixassem sentir-se mais frágil. Mas não tinha de pensar no "talvez". Precisava fazer, sentir, sangrar, cair, chorar, perder, morrer se preciso. Era uma questão de mostrar para si mesma que podia provar para todo mundo que não precisava provar nada para ninguém. E foi.

Post de apresentação da nova colaboradora: Susana ♥

Oi, galerinha! Tudo bem com vocês? Comigo, tudo vai bem.. Eu acredito que este seja o segundo convite que recebo para expôr um momento b...



Oi, galerinha! Tudo bem com vocês? Comigo, tudo vai bem.. Eu acredito que este seja o segundo convite que recebo para expôr um momento bem  "segura - me" da minha vida. Acho que todos nós temos esse momento em nossas vidas e eu vim aqui falar do meu. Começou ano passado, quando eu assistia a uma amiga que praticava uma modalidade do esporte que mudaria a minha vida. A Ginástica sempre foi algo presente, desde o Ballet até a televisão, até o dia em que eu coloquei no meu coração que precisava fazer aquilo. Foi algo difícil, os treinos eram pesados, eu chorava. Até conseguir uma manobra considerada radical, e sair aos gritos comemorando. Eu me dei conta que o sofrimento valeu a pena, eu estava feliz e satisfeita com a realização de um sonho que ainda me parecia distante ou até mesmo impossível. Hoje mesmo, completo cinco meses desse esporte que tanto me explora, mas de igual modo me devolve com um bônus extra de amor e dedicação. Amo o que faço. Amo minha equipe. Esse foi meu primeiro contato com esse blog, e outras oportunidades virão, tenho certeza. Um beijo, no coração de vocês todos! ♥

                                                                                                   
                                                     


Seu próprio encaixe

Ler textos antigos é sempre tão estranho e desafiador... É como se eles acompanhassem nossas fases. Cada fase é marcada por palavras car...



Ler textos antigos é sempre tão estranho e desafiador... É como se eles acompanhassem nossas fases. Cada fase é marcada por palavras carregadas de sentimentos que talvez não façam mais parte de nós. O tempo voa e com ele se vão pedaços nossos. Alguns deles sentimos falta, outros temos plena consciência de que foi necessário deixá-lo partir.

Ler textos antigos é perceber que sua alma muda, seus conceitos mudam, que você amadurece. Só quem coloca a sua vida por inteira em folha de papel sabe do que estou falando. A vida de um escritor é mais dura. Os  momentos são eternizados, ficam ali guardados no fundo de uma gaveta, esperando serem lembrados, a fim de as memórias fazerem transbordar lágrimas pelos olhos. Um escritor sempre achará um modo remoer o passado: ele tem o necessário em suas mãos.

Palavras em um papel bastam para fugirmos da realidade, ou, quem sabe, mostrá-la. O ato de escrever nos faz sentir menos deslocados do mundo, porque criamos o nosso próprio. Porque talvez o mundo aqui não esteja preparado para nos receber com tudo que é nosso, com toda nossa essência, os erros... Escrever é parar de tentar se encaixar e fazer seu próprio encaixe.

O estilo da Priscilla Alcântara

Oi, oi gente! O intervalo das postagens estão realmente longos, mas eu não vou deixar vocês haha. Bem, hoje eu trouxe mais um post para...


Oi, oi gente! O intervalo das postagens estão realmente longos, mas eu não vou deixar vocês haha. Bem, hoje eu trouxe mais um post para a série "estilos que inspiram". E dessa vez é sobre a Priscilla Alcântara.

Priscilla Alcântara era apresentadora do Bom Dia & Cia quando criança. Quem lembra? E de uns tempos pra cá ele vem investindo em sua carreira de cantora gospel. Mas eu vim aqui para falar do seu estilo.

Ela tem um jeito bem "misturado" de se vestir e eu me identifico muito. Ora romãtica, ora mais despojada... E eu adoro isso! 


Eu amava o cabelo dela grandão assim, mas quando ela apareceu de cabelo curto, loira, me apaixonei, na minha opinião ela fica muito mais linda assim. E vocês, o que acham?



E, ah! A loja da Pri - PrikotaStore - está quase pronta! Ela têm postado algumas peças no instagram e tá tudo muito lindo. Fiquem de olho nas redes sociais dela ;)



Gostaram? Dá pra se inspirar? Espero que sim! ♥ Para acompanhá-la: facebook, instagram, youtube, site, loja.



Resenha Literária: Branca Como Leite, Vermelha Como Sangue

"Não sei se você entendeu, eu estou morrendo," Suas palavras me perfuram como veias, como mil agulhas, Não entendi nada da ...


"Não sei se você entendeu, eu estou morrendo,"
Suas palavras me perfuram como veias, como mil agulhas, Não entendi nada da vida, da dor, da morte, do amor. Eu achava que o amor vencia tudo. Iludido. Como todos: repetimos o mesmo roteiro nesta comédia, para sermos massacrados no final. Não é uma comédia, é um filme de terror.

Leo, um adolescente como qualquer outro, tinha uma maneira engraçada de ver a vida, a descrevia com as cores. E o branco era uma cor que ela não suportava, o remetia às coisas vazias da vida, e havia lago que não o tornava vazio: seu sonho. E esse sonho resumia-se a um nome apenas: Beatriz.

Ao conviver com os reais problemas da vida que sua amiga estava passando, Leo percebe que passou a vida pedindo algo que ele sempre teve nas mãos e reclamando de uma vida que Beatriz não poderia mais ter. Sua paixão por ela transformou-se em cuidado e companheiro e percebeu que seu sonho poderia ser realizado com outro alguém ao seu lado,


- Leo, amar é um verbo, e não um substantivo, Não é uma coisa estabelecida de uma vez por todas; evolui, cresce, sobe, desce, afunda, como os rios escondidos no coração da terra, que no entanto nunca interrompem sua corrida em direção ao mar. Às vezes deixam a terra seca, mas embaixo, nas cavidades escuras, escoam, depois às vezes ressurgem e jorram, fecundando tudo.

Desde que esse livro chegou na biblioteca da escola eu fiquei louca pra lê-lo porque eu simplesmente me apaixonei pela capa. E é sempre assim, não adianta, a primeira coisa que eu faço para escolher um livro é reparar na capa. haha. Enfim, eu achei a leitura ótima e diferente, pois apesar de ser um romance tem uma pegada meio poética na fala dos personagens e isso faz a leitura fluir mais leve. 

Não tenho muitas palavras para resenhar sobre "Branca como o leite, vermelha como o sangue". É apaixonante! Entrou pra minha lista de livros favoritos. E ah, você pode baixar o e-book aqui e baixar o filme baseado no livro aqui, este eu não assisti ainda mas pretendo em breve. Quem sabe faço uma resenha sobre o filme também... ;)

Document Your Life - Fevereiro 2015

Oi, gente! Tudo joinha com vocês? Espero que sim! Primeiramente queria pedir desculpas pela demora para postar algo novo aqui, é que ti...


Oi, gente! Tudo joinha com vocês? Espero que sim! Primeiramente queria pedir desculpas pela demora para postar algo novo aqui, é que tirei essa semana para estudar e ainda por cima fiquei doente :( Mas como estava com saudade daqui, AQUI ESTOU EU NOVAMENTE! Dessa vez pra postar o primeiro vídeo de um projeto que eu estou participando, Document Your Life (clique no link para saber como funciona). Vi em vários blogs e achei massa! É claro que o meu não ficou bom como os outros, eu não sou muito boa com esse lance de vídeo não, mas no próximo eu vou me esforçar mais e fazer um vídeo massa! Mesmo assim espero que gostem, pois foi feito com muito suor haha. Se inscrevam no canal e me deem uma forcinha ;)